quarta-feira, 11 de julho de 2007
centro de curitiba.
ando. num caminho de sempre, caminho de às vezes, ando. do shopping estação à igreja luterana do martinus. ando. ando. ando. cerca de 20 minutos. 20 minutos pensando. 20 minutos sentindo a feiura, sentindo a cultura curitibana, sentindo o odor fétido de poeira, de lixo, de pobre (não, não sou preconceituosa, mas em geral os mais pobres são de fato mais fedidos), de fumaça - de cigarro e de carros -, de cachorro molhado. um cheiro após o outro. ainda vêm os topetes, os deslumbres, o caos, o barulho, aiiii, o barulho! eu numa tentativa de reta, e aquela correnteza de gente. gente! muita gente! vindo em minha perpendicular, quase que me levando como uma enchente em seu curso. cuidado com os estranhos (todos estranhos!), mas com os mais estranhos dentre os estranhos - coisa que vai contra a minha idéia e sentimento de amor a todos, sem preconceito e especificamente pré-conceitos. centro: cor feia. cinza, marrom - cor de sujo, mais uma vez a história do sujo, que me remete ao fedido! centro: muita história - história da história, história da cidade, história dos outros - minha história! quanta história minha naquelas ruas, esquinas e trajetos.
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