"Meu natal tem cor de nostalgia, cheiro de saudade...
...As muitas luzes não me iludem; a avalanche de reclames comerciais torna toda festa vulgar. O natal engasga minha alma com um choro que nunca chega...
...No natal, lamento os lugares vazios na mesa e contemplo os sorrisos nas fotografias de quem já não existe. Tenho medo; em outros natais menos gente virá para a ceia. E isso dói...
...Meu natal é carente de Deus. O Menino-Deus já não está por aqui. Faz tempo que ele se foi. É verdade que deixou seu Espírito, mas eu careço de sua presença concreta. Nada e ninguém o substituem à altura. Ah, como eu desejo tocar em suas vestes e acompanhar o movimento afetuoso de seus lábios. No natal meu espírito clama, Maranata!"
Ricardo Gondim.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
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