terça-feira, 6 de maio de 2008

a covardia dos que vivem “mais ou menos”.

Texto de Luís Fernando Veríssimo:

"O que nos leva a escolher uma vida morna? A resposta está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados."


 

Este texto me leva a pensar muito sobre a covardia das pessoas em viverem a vida. E a tristeza disso. Tristeza muitas vezes minha também.

Ainda que na maior parte do tempo eu seja uma apaixonada pela vida, muitas vezes tenho medo de sonhar, medo de viver, medo de me entregar. Sim, percebendo isso, tento mudar. Muitas vezes consigo. Em outras me frustro. E espero acontecer. Até que dou uma guinada de novo e faço calhar. Claro que nem tudo depende da gente, mas muito mais coisa depende da gente do que acreditamos.

Admiro muito aqueles que VIVEM. Assim, com letras garrafais. Há quem acredite que beber e festar até cair é viver a vida. Para mim não é este tipo de viver do qual falo e admiro. VIVER...fazer diferença na vida das pessoas, acrescentado sempre, nunca subtraindo nem dividindo. É viver com emoção e entusiasmo e não melancolicamente, de forma insossa, indiferente, passar batido. Conhecer lugares, conhecer pessoas, ser amor, ser amigo, viver paixões estarrecedoras, rir e sorrir, correr atrás do que se quer, fazer muitos planos, mas mais do que isso, realizar pelo menos a maioria deles.

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