segunda-feira, 26 de maio de 2008

all star.


A empresa Converse, fabricante da linha, foi fundada nos EUA por Marquis M. Converse em 1908, no estado de Massachusetts. O tênis estourou quando lançou uma linha de calçados esportivos que pela primeira vez apresentava um tênis feito de lona e sola de borracha, destinado a jogadores de basquetebol. De um artigo esportivo passou a ser considerado um artigo versátil e estiloso.

Lembro que, há aproximadamente 20 anos, o All Star era escolhido, principalmente, por ser um tênis barato, acessível. Com o tempo ele ganhou popularidade e espaço entre os jovens, sendo hoje utilizado como parte da composição de um visual cheio de estilo. O tênis é considerado moderninho e por isso tem como adeptos indies, emos entre outras tribos.

Questionei-me o porquê do All Star ter aumentado tanto o seu preço na última década. Seus 40 reais passaram a ser 70, chegando a superar os 200 reais em alguns casos de maior sofisticação. O motivo é que seu fabricante foi comprado em 2003 pela Nike.

Mas o fato é que, mesmo com a elevação de seu preço, o All Star continua sendo mais barato que outros tênis e faz sucesso em seus 100 anos.

E viva o centenário do All Star!!!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

refúgio.

"De que mais carece um homem senão de um olhar que não lhe condene, principalmente, no momento tenebroso quando se sentir arqueado de culpa? E que lhe devolva a sensação de saber-se acolhido por pura gratuidade, sem pedir explicações; e que o deixe pleno de paz, sem exigir nada.(...)"

Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&sg=0&id=1856

comunicação da responsabilidade social.

Podemos dizer que, para a nossa realidade, uma empresa que não comunica as suas ações de responsabilidade social dificilmente será associada pelos consumidores a uma empresa que preza pelo meio ambiente e pelo social. É através da comunicação dirigida aos diferentes públicos, inclusive os clientes/consumidores, que estes tomarão conhecimento dos valores e das ações socialmente responsáveis das organizações, divulgadas através das diferentes mídias (internet, fôlder, televisão etc.) e, também, do boca a boca.

Além disso, a Comunicação Empresarial (CE) colabora na definição de diretrizes e estratégias numa política de gestão socialmente responsável, interferindo na construção da missão, visão e valores da empresa – definindo-os e convencionando-os, assim como suas práticas –, além de definir os meios mais apropriados para realizar tal comunicação com cada público. A CE o faz através de suas práticas, técnicas e discursos utilizados e divulgados nas empresas. De modo que a própria comunicação dá-se de forma transparente, ética, democrática, responsável.
De acordo com Bueno (2003):

“A Comunicação Empresarial é uma componente nevrálgica de todo o processo de gestão focado na responsabilidade social. Ela sintetiza e explicita o compromisso da organização com a sociedade e com os stakeholders, e, quando realizada com competência, ética e transparência, agrega valor fundamental aos negócios e contribui, decisivamente, para a formação de uma boa imagem pública” (p. 118-119).


Referência: BUENO, Wilson da C. Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa. Barueri: Manoele, 2003.

comunicação empresarial.

Em processo de compreensão, multidisciplinar, aparecerão permeados nas mensagens de comunicação, fundamentos da Lingüística, de Sociologia, Antropologia, Ética, Direito etc. A comunicação é, portanto, uma área multidisciplinar, mediando os interesses dos participantes, os interesses da empresa, enquanto unidade econômica, e os interesses da administração. (...) na outra ponta do sistema, estão as vertentes comunicativas, ajustando a identidade empresarial ao meio social, processo que engloba as tarefas clássicas e bem definidas de Relações Públicas, Publicidade, Jornalismo, Editoração, Identidade Visual e os modelos de sistemas de informação”. (p.17)


Portanto, além das técnicas próprias da comunicação, compreendeu-se que esta é composta e passa por outras áreas, o que trouxe enriquecimento para seus estudos e práticas, como o planejamento estratégico empresarial, que considera, enfim, as coisas como são – de forma completa e não segmentada/ departamentalizada, o que não correspondia à totalidade, ou seja, à realidade.

De acordo com Figueiredo e Nassar (2005), a CE pode até não ser mensurada no balanço financeiro da empresa, mas garante todos os processos da empresa e seu relacionamento com seus públicos, se valendo da construção e manutenção da imagem institucional, integração dos trabalhadores, representação da empresa através da imprensa e, dentre outras atividades, a promoção da RS.

A comunicação procura estabelecer “mensagens adequadas, corretas, oportunas, claras, concisas, precisas, que possam ser assimiladas sem ruídos pelos participantes organizacionais” (REGO, 1986, p.16), ou público prioritário (como será visto a seguir).
Para isso,

“a comunicação procurará ajustar seu discurso, estudando as habilidades e disposições das fontes e receptores, a natureza técnica dos canais, a complexidade e/ou simplicidade dos conteúdos, a oportunidade e regularidade dos fluxos, o tamanho dos grupos [a fim de alcançar uma] maior aceitabilidade da ideologia empresarial” (idem, p.17).





Referência: REGO, Francisco G. T. do. Comunicação empresarial, Comunicação institucional: conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. 5. ed. São Paulo: Summus, 1986.

receptor ativo.

Sabe-se, conforme Bakhtin (1992), que o receptor não é passivo. O modelo de comunicação que considera a existência de um receptor passivo é ultrapassado (teoria da agulha hipodérmica, que parte da idéia behavorista de que os meios de comunicação entendiam a sociedade como um grupo de pessoas que simplesmente recebiam informações e não eram capazes de questioná-las, discuti-las). Uma vez que o ouvinte recebe e compreende a significação de um discurso, passa a adotar perante este discurso uma atitude responsiva ativa, de modo que o ouvinte dotado de uma compreensão passiva não corresponde à realidade.

Referência:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

gêneros do discurso.

O locutor, ao se expressar, elege, ainda que inconscientemente, um gênero do discurso, que é determinado de acordo com as especificidades de uma dada esfera (pessoal, profissional, escolar etc.) e com as necessidades de uma temática. E através do gênero do discurso é que o locutor compõe-se e desenvolve-se. As formas do gênero pelas quais modelamos nossa fala se distinguem das leis normativas da língua, menos maleáveis e livres. É esta a concepção apresentada por Bakhtin (1992) sobre a formação dos gêneros discursivos numa interação comunicacional:

“Os gêneros do discurso organizam nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão apropriada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. Se não existissem os gêneros do discurso e se não os dominássemos, se tivéssemos de criá-los pela primeira vez no processo da fala, se tivéssemos de construir cada um de nossos enunciados, a comunicação verbal seria quase impossível”.(p.302)


Referência:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

responsabilidade social: utópica?

Deve-se estabelecer um questionamento acerca da Responsabilidade Social (RS): aquelas empresas que possuem programas e ações de RS, mas que praticam ações não condizentes com a RS, como o uso de mão de obra infantil, o teste em animais, a não utilização da noção de sustentabilidade para com seus dejetos entre outros exemplos, pode ser considerada uma empresa socialmente responsável? Ou seja, qual é o parâmetro, ou os limites para que uma empresa seja reconhecidamente socialmente responsável? Raramente, quiçá nunca, as empresas conseguem se preocupar ou dar conta de todas as vertentes da RS, partindo da idéia ampla de que seus preceitos permeiam a ética, a democracia, a transparência, a responsabilidade para com seus stakeholders, meio ambiente entre outros fatores. Assim, poderíamos dizer que a RS é utópica ou inexistente?

filantropia vs. responsabilidade social.

As ações de filantropia são, geralmente, pontuais, destinadas a mitigar mazelas sociais, atuando apenas externamente à empresa, e geralmente requerem investimentos financeiros. Já a Responsabilidade Social foca os negócios da empresa e se preocupa com os públicos cujas demandas e necessidades a empresa deve entender e incorporar em suas estratégias, abarcando, portanto, tanto públicos externos quanto internos da empresa, tais como: acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade em geral, governo e meio-ambiente. E tais estratégias não necessariamente demandam dispêndios financeiros; muitas vezes, requerem apenas mudanças comportamentais e ações diversas e contínuas.

ensaio sobre a cegueira.

"A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança. (...) na morte a cegueira é igual para todos."

José Saramago.

era da recomendação.

"Saímos definitivamente da era da informação. Informação tem aos montes, em todos os formatos, em todas as línguas (até das mortas) e de todos os tipos. O buzz atual são as recomendações e como elas estão impactando na decisão de compra do consumidor. Isso para não falar na comunicação, nas relações públicas, na promoção e no webmarketing.

Esqueça a era da informação. Mais do que informação o ambiente corporativo vive hoje a era da recomendação. O consumidor passou a utilizar ativamente a web, não apenas para buscar informações sobre produtos e serviços, antes da decisão de compra, mas no pós-compra se mostra muito mais ativo na avaliação das suas experiências, que são publicadas on-line.


 

Os nossos sites precisam ter não apenas informação oficial sobre os produtos comercializados pela empresa, mas recomendações dos consumidores. Se a idéia é não misturar a informação oficial com as recomendações, crie um site específico para as recomendações. A idéia é comunicar ao consumidor que se ele quer buscar informações oficiais ele pode ir no site corporativo, mas se ele quer confraternizar e trocar idéias com outros consumidores, não precisa ir necessariamente para longe da empresa. A empresa pode criar arenas para recomendações."


 

Em: http://blog.elife.com.br/

sexta-feira, 9 de maio de 2008

"Perguntam sobre a minha tristeza e respondo: ela é filha das decepções, mas a mãe dos vários eus que precisaram nascer para minha sobrevivência. Mia Couto escreveu: “Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim, não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida. Vamos tendo nossas mortes. Mas parto foi só um. Aí, o problema. Por isso, quando conto a minha história me misturo, mulato não de raças, mas de existências”. "

Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=66&sg=0&id=1851

frustração.

Uma coisa tem me acompanhado lado a lado: o segundo lugar. Não que eu queira a invencibilidade, a onipotência, seja mimada e não aceite nunca o segundo lugar. Mas esta tem sido uma situação recorrente e ultimamente não tenho saído da porcaria da segundona.

Tenho o meu orgulho e ele fica sentido quando o que faço é dar para ele sempre o segundo lugar, ter que dar uma segunda chance.

Nada do que eu tente, tenho tido sucesso de primeira, independente dos motivos. Quer exemplos? Tive dois grandes amores. Qual relacionamento deu certo? O segundo, evidentemente. Participei de jogos universitários e fiquei em segundo lugar em todos os esportes do qual participei. Fui apresentar o meu trabalho de diplomação e só deu certo na segunda vez. Hoje fui fazer teste prático de carro no Detran e, adivinha? Não passei. Claro que dessa vez espero que a minha sina se repita porque não gostaria de ter que tentar uma terceira vez.

Chega! Xô, sai de mim chulé! Quero ser a primeira. De primeira!

terça-feira, 6 de maio de 2008

“Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando” (Provérbios 13.3).

a covardia dos que vivem “mais ou menos”.

Texto de Luís Fernando Veríssimo:

"O que nos leva a escolher uma vida morna? A resposta está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados."


 

Este texto me leva a pensar muito sobre a covardia das pessoas em viverem a vida. E a tristeza disso. Tristeza muitas vezes minha também.

Ainda que na maior parte do tempo eu seja uma apaixonada pela vida, muitas vezes tenho medo de sonhar, medo de viver, medo de me entregar. Sim, percebendo isso, tento mudar. Muitas vezes consigo. Em outras me frustro. E espero acontecer. Até que dou uma guinada de novo e faço calhar. Claro que nem tudo depende da gente, mas muito mais coisa depende da gente do que acreditamos.

Admiro muito aqueles que VIVEM. Assim, com letras garrafais. Há quem acredite que beber e festar até cair é viver a vida. Para mim não é este tipo de viver do qual falo e admiro. VIVER...fazer diferença na vida das pessoas, acrescentado sempre, nunca subtraindo nem dividindo. É viver com emoção e entusiasmo e não melancolicamente, de forma insossa, indiferente, passar batido. Conhecer lugares, conhecer pessoas, ser amor, ser amigo, viver paixões estarrecedoras, rir e sorrir, correr atrás do que se quer, fazer muitos planos, mas mais do que isso, realizar pelo menos a maioria deles.

facinha.

Como diz uma amiga minha, sou "facinha." Não no sentido de ser fácil com os homens ou ser indiferente, sem opinião etc. Mas fácil de levar a vida, fácil de conviver.

Aceito as diferenças, ou melhor, respeito-as, não sou aquela que sempre tem algo contra tudo, sou feliz da vida, estimulo o lado bom das pessoas, levo a vida de forma leve, procuro facilitar e não complicar. Enfim, isso e vários outros motivos me fazem ser considerada por estes amigos como "facinha".

Muitas vezes não é fácil nem vantajoso ser a "facinha". Sua família se acostuma com isso, assim como seu namorado e suas amigas. A partir disso fica mais fácil fazer com que eu abra mão das coisas do que eles que são "difíceis".

Porém, nem sempre quero ser a facinha. Não quero ser subjugada. Quero poder me revoltar também, quero poder ter as minhas vontades escolhidas e aceitas pelos outros, quero estar tristinha ou mal humorada quando der na telha.

Nem sempre é fácil ser a "facinha"...

o que me alegra

A simplicidade das coisas que me alegram.

O que me alegra?

Um bombom depois do almoço.

Um solzinho batendo no rosto em meio a um vento gélido.

Vovozinhos me olhando com um sorriso nos lábios.

Ficar cansada, suada depois de jogar bola.

Jogar papo fora. Bons papos. Tiradas inteligentes.

Sentir-me útil.

Receber mensagem no celular.

Terminar um livro.

Conseguir colocar sorriso no lábio das pessoas.

 

"Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data."
Luís Fernando Veríssimo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

eu.

Isabelle: os olhos que tudo vêem e os ouvidos que tudo ouvem.

feriado.

Festas, dança, competição, bebidas, bagunça, viagem com amigos, esportes, amizades novas, paqueras. Tudo isso pode ser muito positivo. Porém, acrescente o excesso de álcool, bombas, brigas, libertinagem, vontade de extravazar. Imagine a confusão!!!
Alheia ao que não concordo e ao que não quero para mim, não fui quem protagonizou tudo isso, mas as tive ao meu redor este feriado. Bem, cada cabeça uma sentença, cada corpinho uma atitude, cada mente suas idéias. E eu pude tirar o lado proveitoso de tudo isso.

Balanço do feriado: apesar dos pesares, saldo mais do que positivo para o meu lado.