terça-feira, 23 de dezembro de 2008
pré-verão.
E já se podem ouvir os diversos comentários auto demolidores. Francamente, as pessoas se amam um bocado menos nessas épocas de corpinhos expostos – mais visível e expressivo numa cidade fria em que não é preciso se expor ao longo de muitos meses. Muitos meses! Auto satisfação perto de nula. E aqueles que cultuaram o próprio corpo ao longo do ano, abdicando de jantares e outros, ficam orgulhosos, ávidos para que possam usar uma regata, uma minissaia.
Deus realmente não sabe dividir direito as gordurinhas entre as pessoas. Para uns demais, para outros, de menos. Poucos auto resolvidos – os de mais e os de menos, como sempre.
Oração pré-verão: “Deus, tire um pouco das minhas gordurinhas e dê para minha amiga magrela”.
consideração.
“A consideração é uma espécie de reconhecimento que as pessoas têm em relação a você e que você tem em relação aos outros.
O ato de se ter consideração por alguém significa que você reconhece no outro a virtude, o esforço, a dedicação e mesmo que não tenha retorno da mesma forma, entende que é importante deixar claro que compreende isso na pessoa.”
domingo, 14 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
leite quente.
Meus poemas sempre tem algumas coisas de leite quente.
Profanar meu sotaque seria jogar minha alma pela janela".
Paulo Leminski
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
se...
"Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz só que vive pensando em mim
Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se...
Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não."
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
samba da benção.
"É melhor ser alegre que ser triste,
Alegria é a melhor coisa que existe,
É assim como a luz no coração,
Mas pra fazer um samba, um samba com beleza,
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não.
Senão é como amar uma mulher só linda; e daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza,
Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora,
Qualquer coisa que sente saudade.
Um molejo de amor machucado,
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher,
Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor
E para ser só perdão."
saudade.
Saudade.
Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. 2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.
o haver.
"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."
terça-feira, 30 de setembro de 2008
objetivos sem ações são meras intenções.
Marco Aurélio, imperador romano, 121-180 d.C.
O pároco Antonio Vieira, em um de seus sermões, declarou: "Toda vida humana, se não trouxer sempre diante dos olhos o fim para que nasceu, é nave sem norte, é cego sem guia, é república sem lei, é dia sem sol, é norte sem estrelas, é labirinto sem fio, é armada sem farol, é exército sem bandeira, em fim, é vontade às escuras, sem luz de entendimento e que lhe dite o que há de querer ou fugir".
Palavras do mestre Confúcio: "Um homem que não se interessa pelo futuro tende a inquietar-se com o presente". (Os analectos 15.12)
terça-feira, 23 de setembro de 2008
say it's possible.
"AND TRUTH IS SUCH A FUNNY THING
WITH ALL THESE PEOPLE
KEEP ON TELLING ME
THEY KNOW WHAT'S BEST
AND WHAT TO BE FRIGHTENED OF
AND ALL THE REST ARE WRONG
THEY KNOW NOTHING ABOUT US
AND THOUGH THEY SAY IT'S POSSIBLE TO ME
I DON'T SEE HOW IT'S PROBABLE
I SEE THE COURSE WE'RE ON
SPINNING FARTHER FROM WHAT I KNOW
I'LL HOLD ON
TELL ME THAT YOU WON'T LET GO
TELL ME THAT YOU WON'T LET GO
I'M NOT ALRIGHT...
THIS COULD BE SOMETHING BEAUTIFUL
COMBINE OUR LOVE INTO SOMETHING WONDERFUL
BUT TIMES ARE TOUGH I KNOW
AND THE PULL OF WHAT WE CAN'T GIVE UP TAKES HOLD"
"e a verdade é uma coisa tão engraçada
com todas essas pessoas
continuando a me dizer
que eles sabem o que é o melhor
e o que fazer para espantar o medo
e que todo o resto está errado
mas eles não sabem nada sobre nós
eu não estou bem...
isso poderia ser algo bonito
combinar o nosso amor em algo maravilhoso
mas o tempo é resistente, eu sei"
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
my way.
I've traveled each and every highway
But more, much more than this
I've lived it my way".
Frank Sinatra
"Fazer do seu jeito - amores, moda, horários, viagens, trabalho, ócio - é uma maneira de ficar em paz consigo mesmo e, de lambuja, firmar sua personalidade, destacar-se da paisagem. Claro que não se deve lutar insanamente contra as convenções só por serem convenções - muitas delas nos servem e, se nos servem, nada há de errado com elas. Estão aí para facilitar nossa vida. Mas se não facilitam, outro jeito há de ter. Um jeito próprio de ser alguém, em vez de simplesmente reproduzir os diversos jeitos coletivos de ser mais um."
Do seu jeito - Martha Medeiros
terça-feira, 16 de setembro de 2008
somos eternos.
"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata." (Mário Quintana)
da sintonia dos amores...æb
É um bem-querer
É um ser do outro
É querer agradar o outro
E eles falam e seus olhos brilham
E seus rostos são todos sorrisos
E eles se respeitam e se amam
E se desejam
Sentem-se presente
Sentem-se falta
Dão-se adeus
Não um adeus eterno
Um adeus breve, breve adeus
Para que eles se sintam livres
Livres para viver e se descobrirem
E descobrirem um ao outro novamente e para sempre
Há sintonia nesse amor como em outros não há
E os invejam e os admiram
Mas a sintonia e o amor os faz retornar
Os faz ceder
Os faz sonhar de novo
Os faz querer
Os faz sentir
Os faz ficarem juntos
Como antes e sempre
Ah, esta sintonia...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Esopo em "Fábulas" - Martins Claret, p.64.
Em:http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.painel.asp?tp=73
domingo, 7 de setembro de 2008
resistência às mudanças.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
sobre Deus.
"Não sei explicar as razões da minha fé. Não sei dizer os porquês da minha devoção. Sinto-me inadequado em convencer os indiferentes a desejaram a pitada do sal que tempera o meu viver. (...)"
Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&sg=0&id=1951
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
reforma ortográfica.
Trema: só em nomes estrangeiros e derivados
Ex.: Müller – mülleriano.
2 - Os hiatos “EE” e “OO” perdem o acento circunflexo.
Ex.: -OO: povoo, perdoo, enjoo, voo, etc.
-EE: creem, deem, leem, veem, etc.
3 - O acento diferencial permanecerá apenas nas palavras:
• pôde (pretérito perfeito do indicativo) e pode (presente do indicativo)
pôr (verbo) e por (preposição)
4 - Os ditongos abertos -EI e -OI, nas paroxítonas, perdem o acento:
Ex.: assembleia, plateia, ideia, heroico, paranoia, etc.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
sobre Deus.
"Alguém disse que gosta das coisas que escrevo, mas não gosta do que penso sobre Deus. Não se aflijam. Nossos pensamentos sobre Deus não fazem a menor diferença. Nós nos afligimos com o que os outros pensam sobre nós. Pois que lhes digo que Deus não dá a mínima. Ele é como uma fonte de água cristalina. Através dos séculos os homens tem sujado essa fonte com seus malcheirosos excrementos intelectuais. Disseram que ele tem uma câmara de torturas chamada inferno onde coloca aqueles que lhe desobedecem, por toda a eternidade, e ri de felicidade contemplando o sofrimento sem remédio dos infelizes.
Disseram que ele tem prazer em ver o sofrimento dos homens, tanto assim que os homens, com medo, fazem as mais absurdas promessas de sofrimento e autoflagelação para obter o seu favor. Disseram que ele se compraz em ouvir repetições sem fim de rezas, como se ele tivesse memória fraca e a reza precisasse ser repetida constantemente para que ele não se esqueça. Em nome de Deus os que se julgavam possuidores das idéias certas fizeram morrer nas fogueiras milhares de pessoas.
Mas a fonte de água cristalina ignora as indignidades que os homens lhe fizeram. Continua a jorrar água cristalina, indiferente àquilo que os homens pensam dela. Você conhece a estória do galo que cantava para fazer nascer o sol? Pois havia um galo que julgava que o sol nascia porque ele cantava. Toda madrugada batia as asas e proclamava para todas as aves do galinheiro: “Vou cantar para fazer o sol nascer”. Ato contínuo subia no poleiro, cantava e ficava esperando. Aí o sol nascia. E ele então, orgulhos, disse: “Eu não disse?”. Aconteceu, entretanto, que num belo dia o galo dormiu demais, perdeu a hora. E quando ele acordou com as risadas das aves, o sol estava brilhando no céu. Foi então que ele aprendeu que o sol nascia de qualquer forma, quer ele cantasse, que não cantasse. A partir desse dia ele começou a dormir em paz, livre da terrível responsabilidade de fazer o sol nascer.
Pois é assim com Deus. Pelo menos é assim que Jesus o descreve. Deus faz o sol nascer sobre maus e bons, e a sua chuva descer sobre justos e injustos. Assim não fiquem aflitos com minhas idéias. Se eu canto não é para fazer nascer o sol. É porque sei que o sol vai nascer independentemente do meu canto. E nem se preocupem com suas idéias . Nossas idéias sobre Deus não fazem a mínima diferença para Ele. Fazem, sim, diferença para nós. Pessoas que tem idéias terríveis sobre Deus não conseguem dormir direito, são mais suscetíveis de ter infartos e são intolerantes. Pessoas que têm idéias mansas sobre Deus dormem melhor, o coração bate tranqüilo e são tolerantes.
Fui ver o mar. Gosto do mar quando a praia está vazia da perturbação humana, Nas tardes, de manhã cedo. A areia lisa, as ondas que quebram sem parar, a espuma, o horizonte sem fim. Que grande mistério é o mar! Que cenários fantásticos estão no seu fundo, longe dos olhos! Para sempre incognoscível! Pense no mar como uma metáfora de Deus. Se tiver dificuldades leia a Cecília Meirales, Mar Absoluto. Faz tempo que, para pensar sobre Deus, eu não leio teólogos; leio os poetas. Pense em Deus como um oceano de vida e bondade que nos cerca. Romain Rolland descrevia seu sentimento religioso como um “sentimento religioso”. Mas o mar, cheio de vida, é incontrolável. Algumas pessoas têm a ilusão que é possível engarrafar Deus. Quem tem Deus engarrafado tem o poder. Como na estória de Aladim e a lâmpada mágica. Nesse Deus eu não acredito. Não tenho respeito por um Deus que se deixa engarrafar. Prefiro o mistério do mar... Algumas pessoas não gostam do que penso sobre Deus porque elas deixam de acreditar que suas garrafas religiosas contenham Deus..."
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
meu bem, meu mal.
Jean Delumeau em "À espera da AURORA - cristianismo para o amanhã" - Edições Loyola, p.116.
Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.painel.asp?tp=73
babaca.
De: http://eloizanetti.blogspot.com/search?updated-max=2008-08-05T06%3A56%3A00-07%3A00&max-results=7
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
trabalhador.
"(...)
Trabalhador
Trabalhador brasileiro
Dentista, frentista, polícia, bombeiro
Trabalhador brasileiro
Tem gari por aí que é formado engenheiro
Trabalhador brasileiro
E sem dinheiro vai dar um jeito
Vai pro serviço
É compromisso, vai ter problema se ele faltar
Salário é pouco não dá pra nada
Desempregado também não dá
E desse jeito a vida segue sem melhorar
Garçom, garçonete, jurista, pedreiro
Trabalha igual burro e não ganha dinheiro
Trabalhador brasileiro"
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
divulgação internacional do Brasil.
04/07/2008
Brasília (DF) – Cinco empresas tiveram suas propostas técnicas classificadas na licitação para contratação de empresa de assessoria de imprensa e relações públicas para promover o Brasil no exterior.
A empresa CDN ficou classificada em primeiro lugar, com 147,27 pontos (o teto máximo de pontos é de 158 pontos). A Publicom veio a seguir, com 127,77; FSB, com 122,82; a Burson-Marsteller, com 120,83, e a Santa Fé, com 120,82.
A Secom (Secretaria de Comunicação) está contratando a empresa para contar com uma estrutura de comunicação no exterior, que possa atuar nos mercados norte-americano, europeu e asiático. O trabalho será voltado para a promoção das potencialidades do Brasil junto a empresas, investidores e formadores de opinião. A empresa contratada deverá funcionar no Brasil, mas possuir sede, filiais, sucursais ou manter acordos operacionais com agências instaladas nas regiões de interesse do Brasil, tendo demonstrado experiência anterior com trabalhos semelhantes.
O valor estimado do contrato, que será coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, é de R$ 15 milhões, para os primeiros doze meses de vigência."
quinta-feira, 31 de julho de 2008
schopenhauer.
Arthur Schopenhauer.
mudança.
"Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!"
quarta-feira, 23 de julho de 2008
vitoriosa.
"Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza
Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além,
E ir além...
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa"
sexta-feira, 27 de junho de 2008
constante transformação.
João Guimarães Rosa citado pela Folha de São Paulo no dia 27 de junho de 2008, cem anos de seu nascimento."
em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.painel.asp?tp=73
quinta-feira, 12 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
por que escrevo.
Simone de Beauvoir citada por Mirian Goldenberg em "Infiel" - Record, p.6.
Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.painel.asp?tp=73
sexta-feira, 6 de junho de 2008
o anjo mais velho.

O TEATRO MÁGICO
(Fernando Anitelli)
" "O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"
tradição e história.
Menos: já que toda tradição supõe uma escolha, numa história, de elementos julgados característicos ou eminentes, o que supõe a exclusão de outros julgados secundários ou marginais. Tradere é transmitir, isso nunca se faz sem seleção nem perdas. A tradição é o que resta: é o resíduo sem os detritos, o sempre presente do passado, o sempre vivente dos mortos. A noção normativa, portanto, e por isso, subjetiva. Cada qual tem a história que pode, mas a tradição que merece.
É também por isso que uma tradição é mais que uma história: já que a escolha que a caracteriza se acrescenta à história que a contém e, nesse acréscimo, a prolonga. A noção ganha assim em compreensão o que perde em extensão. Uma tradição é uma história mais um ponto de vista sobre essa história. A historicidade é de fato, a tradição é de juízo: ela é o que a história retém de si mesma, e valoriza. É uma história julgada, como diria Bachelard...
André Comte-Sponville em "Uma Educação Filosófica" - Martins Fontes, p.69."
em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.painel.asp?tp=73
segunda-feira, 26 de maio de 2008
all star.

A empresa Converse, fabricante da linha, foi fundada nos EUA por Marquis M. Converse em 1908, no estado de Massachusetts. O tênis estourou quando lançou uma linha de calçados esportivos que pela primeira vez apresentava um tênis feito de lona e sola de borracha, destinado a jogadores de basquetebol. De um artigo esportivo passou a ser considerado um artigo versátil e estiloso.
Lembro que, há aproximadamente 20 anos, o All Star era escolhido, principalmente, por ser um tênis barato, acessível. Com o tempo ele ganhou popularidade e espaço entre os jovens, sendo hoje utilizado como parte da composição de um visual cheio de estilo. O tênis é considerado moderninho e por isso tem como adeptos indies, emos entre outras tribos.
Questionei-me o porquê do All Star ter aumentado tanto o seu preço na última década. Seus 40 reais passaram a ser 70, chegando a superar os 200 reais em alguns casos de maior sofisticação. O motivo é que seu fabricante foi comprado em 2003 pela Nike.
Mas o fato é que, mesmo com a elevação de seu preço, o All Star continua sendo mais barato que outros tênis e faz sucesso em seus 100 anos.
E viva o centenário do All Star!!!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
refúgio.
Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=65&sg=0&id=1856
comunicação da responsabilidade social.
Além disso, a Comunicação Empresarial (CE) colabora na definição de diretrizes e estratégias numa política de gestão socialmente responsável, interferindo na construção da missão, visão e valores da empresa – definindo-os e convencionando-os, assim como suas práticas –, além de definir os meios mais apropriados para realizar tal comunicação com cada público. A CE o faz através de suas práticas, técnicas e discursos utilizados e divulgados nas empresas. De modo que a própria comunicação dá-se de forma transparente, ética, democrática, responsável.
De acordo com Bueno (2003):
“A Comunicação Empresarial é uma componente nevrálgica de todo o processo de gestão focado na responsabilidade social. Ela sintetiza e explicita o compromisso da organização com a sociedade e com os stakeholders, e, quando realizada com competência, ética e transparência, agrega valor fundamental aos negócios e contribui, decisivamente, para a formação de uma boa imagem pública” (p. 118-119).
Referência: BUENO, Wilson da C. Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa. Barueri: Manoele, 2003.
comunicação empresarial.
“Em processo de compreensão, multidisciplinar, aparecerão permeados nas mensagens de comunicação, fundamentos da Lingüística, de Sociologia, Antropologia, Ética, Direito etc. A comunicação é, portanto, uma área multidisciplinar, mediando os interesses dos participantes, os interesses da empresa, enquanto unidade econômica, e os interesses da administração. (...) na outra ponta do sistema, estão as vertentes comunicativas, ajustando a identidade empresarial ao meio social, processo que engloba as tarefas clássicas e bem definidas de Relações Públicas, Publicidade, Jornalismo, Editoração, Identidade Visual e os modelos de sistemas de informação”. (p.17)
Portanto, além das técnicas próprias da comunicação, compreendeu-se que esta é composta e passa por outras áreas, o que trouxe enriquecimento para seus estudos e práticas, como o planejamento estratégico empresarial, que considera, enfim, as coisas como são – de forma completa e não segmentada/ departamentalizada, o que não correspondia à totalidade, ou seja, à realidade.
De acordo com Figueiredo e Nassar (2005), a CE pode até não ser mensurada no balanço financeiro da empresa, mas garante todos os processos da empresa e seu relacionamento com seus públicos, se valendo da construção e manutenção da imagem institucional, integração dos trabalhadores, representação da empresa através da imprensa e, dentre outras atividades, a promoção da RS.
A comunicação procura estabelecer “mensagens adequadas, corretas, oportunas, claras, concisas, precisas, que possam ser assimiladas sem ruídos pelos participantes organizacionais” (REGO, 1986, p.16), ou público prioritário (como será visto a seguir).
Para isso,
“a comunicação procurará ajustar seu discurso, estudando as habilidades e disposições das fontes e receptores, a natureza técnica dos canais, a complexidade e/ou simplicidade dos conteúdos, a oportunidade e regularidade dos fluxos, o tamanho dos grupos [a fim de alcançar uma] maior aceitabilidade da ideologia empresarial” (idem, p.17).
Referência: REGO, Francisco G. T. do. Comunicação empresarial, Comunicação institucional: conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. 5. ed. São Paulo: Summus, 1986.
receptor ativo.
Referência:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
gêneros do discurso.
“Os gêneros do discurso organizam nossa fala da mesma maneira que a organizam as formas gramaticais (sintáticas). Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero e, ao ouvir a fala do outro, sabemos de imediato, bem nas primeiras palavras, pressentir-lhe o gênero, adivinhar-lhe o volume (a extensão apropriada do todo discursivo), a dada estrutura composicional, prever-lhe o fim, ou seja, desde o início, somos sensíveis ao todo discursivo que, em seguida, no processo da fala, evidenciará suas diferenciações. Se não existissem os gêneros do discurso e se não os dominássemos, se tivéssemos de criá-los pela primeira vez no processo da fala, se tivéssemos de construir cada um de nossos enunciados, a comunicação verbal seria quase impossível”.(p.302)
Referência:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
responsabilidade social: utópica?
filantropia vs. responsabilidade social.
ensaio sobre a cegueira.
José Saramago.
era da recomendação.
"Saímos definitivamente da era da informação. Informação tem aos montes, em todos os formatos, em todas as línguas (até das mortas) e de todos os tipos. O buzz atual são as recomendações e como elas estão impactando na decisão de compra do consumidor. Isso para não falar na comunicação, nas relações públicas, na promoção e no webmarketing.
Esqueça a era da informação. Mais do que informação o ambiente corporativo vive hoje a era da recomendação. O consumidor passou a utilizar ativamente a web, não apenas para buscar informações sobre produtos e serviços, antes da decisão de compra, mas no pós-compra se mostra muito mais ativo na avaliação das suas experiências, que são publicadas on-line.
Os nossos sites precisam ter não apenas informação oficial sobre os produtos comercializados pela empresa, mas recomendações dos consumidores. Se a idéia é não misturar a informação oficial com as recomendações, crie um site específico para as recomendações. A idéia é comunicar ao consumidor que se ele quer buscar informações oficiais ele pode ir no site corporativo, mas se ele quer confraternizar e trocar idéias com outros consumidores, não precisa ir necessariamente para longe da empresa. A empresa pode criar arenas para recomendações."
Em: http://blog.elife.com.br/
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=66&sg=0&id=1851
frustração.
Uma coisa tem me acompanhado lado a lado: o segundo lugar. Não que eu queira a invencibilidade, a onipotência, seja mimada e não aceite nunca o segundo lugar. Mas esta tem sido uma situação recorrente e ultimamente não tenho saído da porcaria da segundona.
Tenho o meu orgulho e ele fica sentido quando o que faço é dar para ele sempre o segundo lugar, ter que dar uma segunda chance.
Nada do que eu tente, tenho tido sucesso de primeira, independente dos motivos. Quer exemplos? Tive dois grandes amores. Qual relacionamento deu certo? O segundo, evidentemente. Participei de jogos universitários e fiquei em segundo lugar em todos os esportes do qual participei. Fui apresentar o meu trabalho de diplomação e só deu certo na segunda vez. Hoje fui fazer teste prático de carro no Detran e, adivinha? Não passei. Claro que dessa vez espero que a minha sina se repita porque não gostaria de ter que tentar uma terceira vez.
Chega! Xô, sai de mim chulé! Quero ser a primeira. De primeira!
terça-feira, 6 de maio de 2008
a covardia dos que vivem “mais ou menos”.
Texto de Luís Fernando Veríssimo:
"O que nos leva a escolher uma vida morna? A resposta está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados."
Este texto me leva a pensar muito sobre a covardia das pessoas em viverem a vida. E a tristeza disso. Tristeza muitas vezes minha também.
Ainda que na maior parte do tempo eu seja uma apaixonada pela vida, muitas vezes tenho medo de sonhar, medo de viver, medo de me entregar. Sim, percebendo isso, tento mudar. Muitas vezes consigo. Em outras me frustro. E espero acontecer. Até que dou uma guinada de novo e faço calhar. Claro que nem tudo depende da gente, mas muito mais coisa depende da gente do que acreditamos.
Admiro muito aqueles que VIVEM. Assim, com letras garrafais. Há quem acredite que beber e festar até cair é viver a vida. Para mim não é este tipo de viver do qual falo e admiro. VIVER...fazer diferença na vida das pessoas, acrescentado sempre, nunca subtraindo nem dividindo. É viver com emoção e entusiasmo e não melancolicamente, de forma insossa, indiferente, passar batido. Conhecer lugares, conhecer pessoas, ser amor, ser amigo, viver paixões estarrecedoras, rir e sorrir, correr atrás do que se quer, fazer muitos planos, mas mais do que isso, realizar pelo menos a maioria deles.
facinha.
Como diz uma amiga minha, sou "facinha." Não no sentido de ser fácil com os homens ou ser indiferente, sem opinião etc. Mas fácil de levar a vida, fácil de conviver.
Aceito as diferenças, ou melhor, respeito-as, não sou aquela que sempre tem algo contra tudo, sou feliz da vida, estimulo o lado bom das pessoas, levo a vida de forma leve, procuro facilitar e não complicar. Enfim, isso e vários outros motivos me fazem ser considerada por estes amigos como "facinha".
Muitas vezes não é fácil nem vantajoso ser a "facinha". Sua família se acostuma com isso, assim como seu namorado e suas amigas. A partir disso fica mais fácil fazer com que eu abra mão das coisas do que eles que são "difíceis".
Porém, nem sempre quero ser a facinha. Não quero ser subjugada. Quero poder me revoltar também, quero poder ter as minhas vontades escolhidas e aceitas pelos outros, quero estar tristinha ou mal humorada quando der na telha.
Nem sempre é fácil ser a "facinha"...
o que me alegra
A simplicidade das coisas que me alegram.
O que me alegra?
Um bombom depois do almoço.
Um solzinho batendo no rosto em meio a um vento gélido.
Vovozinhos me olhando com um sorriso nos lábios.
Ficar cansada, suada depois de jogar bola.
Jogar papo fora. Bons papos. Tiradas inteligentes.
Sentir-me útil.
Receber mensagem no celular.
Terminar um livro.
Conseguir colocar sorriso no lábio das pessoas.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
feriado.
Alheia ao que não concordo e ao que não quero para mim, não fui quem protagonizou tudo isso, mas as tive ao meu redor este feriado. Bem, cada cabeça uma sentença, cada corpinho uma atitude, cada mente suas idéias. E eu pude tirar o lado proveitoso de tudo isso.
Balanço do feriado: apesar dos pesares, saldo mais do que positivo para o meu lado.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
eclesiastes 9:
9 Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=71&sg=0&id=1834
sexta-feira, 18 de abril de 2008
a condição humana.
Hannah Arendt em "A condição humana", Editora Forense Universitária, p.85.
terça-feira, 15 de abril de 2008
milagre e fé II.
"se todos os acidentes fossem “evitáveis”, o livre arbítrio humano ficaria anulado."
"Desejo advertir as pessoas que organizam a vida esperando possíveis milagres e dizer que terão enormes chances de se frustrarem. Temo que se decepcionem com Deus, com o que se entende por fé e com a vida."
"Fé é uma aposta de que a sabedoria divina, com seus princípios e verdades, basta para que enfrentar os percalços e tragédias da vida."
"Assim, convido os que já sofreram para que olhem a vida como uma maratona. Para vencê-la, socorros sobrenaturais não são essenciais. Jesus de Nazaré não evitou a cruz e, por isso, triunfou. A mensagem do Evangelho não promete imunidade ou alívio das tribulações, mas bom ânimo; o frágil Carpinteiro venceu na hora mais desolada."
Ricardo Gondim em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=61&sg=0&id=1828
desejos sem reparação.
Ricardo Gondim, em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=68&sg=0&id=1827
sexta-feira, 11 de abril de 2008
intenções.
O perigo mesmo - porque é invisível - está nos que têm terceiras intenções."
Mário Quintana.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Filipenses 2:14,15
contenda = s. f.,/ ação de contender; luta, briga; discussão, controvérsia, debate, contenção; esforço para conseguir alguma coisa.
onipotência, milagre e vida.
"...o sujeito religioso deve conceber a sua existência com expectativa de intervenções sobrenaturais? Deve-se procurar reverter o diagnóstico de uma doença terminal pela oração? Um fiel deve apelar para Deus se quiser ganhar um litígio judicial? Um pastor deve ensinar que a vida só será possível com constantes intervenções de Deus? As pessoas experimentam “upgrades”, levam vantagem sobre os demais, quando obedecem aos mandamentos?"
"É função do pastor ajudar as pessoas a viverem com fé, mesmo quando não existe a possibilidade de milagre. Diferente do paganismo, a cosmovisão cristã convoca que se confie em Deus para enfrentar as contingências da vida com coragem. Nesse conceito, fé não antecipa prodígios sobrenaturais. Os cristãos parecem, entretanto, carminhar noutra direção; urge que se resignifique fé.
Fé não se limita a acreditar em acontecimentos extraordinários..."
"A questão é se Deus quer que a vida humana se organize com ocasionais intervenções suas. Proponho que não. Ninguém deve viver ou preparar-se para enfrentar o “dia mal” (Efésios 6.13) com expectativa de que virão auxílios sobre-humanos aliviando o sofrimento."
"Portanto, se e quando acontece algum milagre, com certeza não vem como resposta de oração – qualquer mérito anula a graça e as suas intervenções não visam abençoar os “eleitos” – já que não faz acepção de pessoas.
As intervenções divinas, se e quando acontecem, estão ligadas a a um propósito eterno do coração de Deus e as pessoas não têm qualquer ingerência sobre elas - milagres são mistérios.
Fé pode ser compreendida como coragem existencial. No reconhecimento de que a vida é imprevisível, fé aposta nos valores do Evangelho; que suas verdades e princípios são suficientes para enfrentar a vida com tudo o que acontecer de bom ou de ruim. Fé é um convite a confiar no propósito eterno de Deus - Ele quer ter uma família com filhos parecidos com Jesus de Nazaré.
A religiosidade que promove a expectativa de livramentos tem sido responsável por processos de infantilização; homens e mulheres, acreditando que a história ficará diferente com milagres são impedidos de iniciativas transformadoras.
Eu creio em milagres, mas não espero por eles; celebro a onipotência, mas recuso-me a apelar para qualquer força que me dê vantagem sobre os outros; não nego a soberania de Javé, mas não acredito que a vida esteja presa a trilhos inexoráveis; oro, mas não entendo que a função da prece se restrinja a “conseguir mais bênção”.
Fé é aceitar o desafio de viver como ovelha no meio de lobos; enfrentar um mundo cheio de tribulações; "receber bom testemunho, sem, no entanto, receber o que havia sido prometido" (Hebreus 11.39).
“Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17)."
Ricardo Gondim. Em: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=61&sg=0&id=1818
ricardo barbosa.espiritualidade.
Em: http://www.mundocristao.com.br/noticiasdet.asp?cod_not=15
segunda-feira, 7 de abril de 2008
amar a Deus por aquilo que Ele é, não pelo que ele dá.
Segundo Ricardo Gondim os pregadores de hoje têm dificuldades em pregar o evangelho para pessoas que sentem que a religião não faz sentido na vida delas. Há pessoas que sentem não "precisar de Jesus", enquanto outras buscam a Igreja apenas para satisfação de suas necessidades pessoais. Contudo, o papel da Igreja não é pregar satisfação às pessoas, mas anunciar o nome Santo do Senhor Jesus, o seu Reino e a sua Justiça. "Não importa se você precisa ou não. Eu vim anunciar um Deus maravilhoso, que é Jesus de Nazaré"
"Precisamos voltar a conhecer Deus não por aquilo que ele nos dá, mas pelo que Ele é". Lembrando do texto de Jó, ele disse que os sofrimentos impostos a Jó tinham uma razão clara: insultar a Deus. O insulto de Satanás foi: tu compras o amor de Jó, ele não te serve de graça".
Ao finalizar a sua palestra, Ricardo Gondim convidou todas as pessoas a se perguntar: "Qual é base do nosso amor a Deus?". O amor de Jó não estava baseado no que Deus lhe dava. No capítulo 19, em meio ao seu sofrimento, ele faz uma das mais belas proclamações de fé da Bíblia: "Contudo, eu sei que meu Redentor vive." "
Ricardo Gondim, em: http://2re.metodista.org.br/index.jsp?conteudo=6293
igreja e o século 21.
...as igrejas estão se transformando em centros de neurolinguística com verniz evangélico.
...pressão do fundamentalismo, do legalismo e dos processos de recrudescimento dogmático...
...diante das incertezas, diante da vulnerabilidade, há a perigosa tendência de se resvalar para um pragmatismo que desconsidera os valores espirituais e éticos, para um utilitarismo que utiliza o raciocínio do sucesso como padrão -- 'se minha Igreja está lotada, se cresce, está dando certo', diz essa perigosa forma de pensar. "Cemitério também cresce", alertou Gondim.
...Você foi chamado para ser fiel, não para dar certo. Temos que devolver a Deus o centro da nossa pregação. Religião não existe para te fazer bem. O que está em jogo não é nossa felicidade, nosso bem estar, mas como nós entendemos a glória de Deus. Prega-se que Deus está a serviço do ser humano. Os pregadores perguntam O que Deus pode fazer por você. Esse é um desvio da mentalidade cristã do primeiro século.
As pessoas passam a amar a Deus por aquilo que ele dá, não pelo que Ele é. Esse é o problema de se pregar antropocentricamente."
Ricardo gondim em: http://2re.metodista.org.br/index.jsp?conteudo=6293
pós-modernidade.
...
Se a atitude era otimista na modernidade, na pós ela é no mínimo cínica. Acreditava-se que o Estado laico seria o árbitro das injustiças sociais. Na pós-modernidade, o Estado precisa ser enxugado, pois é visto como lento e corrompível."
Ricardo gondim em: http://2re.metodista.org.br/index.jsp?conteudo=6293
martin luther king junior.
..."
em:
sexta-feira, 4 de abril de 2008
hipocrisia.
Victor Hugo em "Os trabalhadores do mar" - tradução de Machado de Assis, Editora Nova Alexandria, p. 159.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
oscar niemeyer.
A data não é importante. A idade não é importante. O tempo não é importante. A vida é muito fugaz. É importante ser gentil e otimista. A gente olha para o que passou e pensa no que fizemos de bom em nossas vidas. Foi uma vida simples, foi modesta. Cada um cria a sua história e segue adiante. É isso. Eu não me sinto importante em especial. O que criamos não é importante. A gente é muito insignificante.
por Niemeyer ao The Times
quarta-feira, 2 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
elogio.
sexta-feira, 28 de março de 2008
intimidade e libertação.
Nas igrejas não é diferente. Boa parte das músicas que cantamos buscam promover uma adoração mais intimista. Cantamos essas músicas com um tom de voz bem diferente daquele que marcou os cânticos de guerra com suas melodias marciais. É preciso “sentir” a presença de Deus, repetir estrofes até que provoquem algum tipo de êxtase. Nas orações predominam os pronomes da primeira pessoa: meu, para mim. Tenho a impressão de que o conceito de intimidade vem adquirindo, cada vez mais, uma forte conotação sexual e intimista. Imagino que o “ficar”, no relacionamento avulso dos jovens e adolescentes pós-modernos, seja o comportamento que melhor descreve o significado de intimidade hoje. Algo passageiro, descomprometido, impessoal, intenso, egoísta e prazeroso. Certa vez ouvi alguém dizer que quando louva a Deus é como se estivesse “dançando com o rosto coladinho em Jesus”.
Estou casado há 28 anos e considero que minha esposa e eu conquistamos um razoável nível de intimidade, ao longo desse anos. Contudo, não consigo imaginar como seria nossa vida se vivêssemos o tempo todo trancados num quarto, trocando declarações apaixonadas, num êxtase interminável. Certamente não suportaríamos isso por muito tempo. A nossa intimidade envolve nossas diferenças e conflitos, longas conversas seguidas de silêncio. Envolve nossos filhos e amigos, alegrias e tristezas, sofrimentos e esperanças. Envolve responsabilidades e rotinas, trabalho e contas para pagar. É uma intimidade que tem seus momentos reservados, é claro, mas a maior parte do tempo ela é experimentada e vivida publicamente.
Tenho me preocupado com o modelo de espiritualidade intimista que vem sendo proposto, que, de certa forma, é uma versão religiosa do individualismo narcisista da cultura pós-moderna, uma versão religiosa do “ficar”. Ficamos com Deus em alguns momentos no culto, mas o que acontece antes ou depois dele não tem nada a ver com a intimidade. Ela só existe naquele momento, com aquelas sensações. É um modelo de intimidade e espiritualidade que não contempla a riqueza dinâmica da vida da fé. Seguir a Cristo no caminho do discipulado nos envolve numa espiritualidade cuja intimidade se dá num processo dinâmico de relacionamento, em que a confissão “Aba-Pai” acontece ao lado da confissão “Kyrios-Cristo”. Ambas dão o equilíbrio necessário a uma espiritualidade que é integral e pessoal, pública e privada, missionária e contemplativa.
A intimidade que Cristo nos propõe acontece num caminho e envolve todas as estações da vida. Ele nos chama para orar, mas também para lavar os pés uns dos outros. Ele nos chama para viver numa comunhão amorosa e segura com o Pai, mas também para confrontar os poderes que aprisionam e oprimem o ser humano. Ele nos chama para o silêncio e solitude, mas também para a proclamação profética e libertadora. É uma espiritualidade que precisa estar presente na economia e na política, na igreja e no quarto. O intimismo intoxica, a intimidade liberta. O intimismo é narcisista e exclusivista, a intimidade é pessoal e comunitária. A imitação de Cristo é o caminho mais seguro para uma intimidade libertadora."
Ricardo Barbosa
educação.
ricardo barbosa.
qual é a diferença entre espiritualidade e religiosidade?
Ricardo Barbosa.
em:
ricardo gondim.
Priorizou-se a “salvação” como uma esperança a ser alcançada depois da morte. E as igrejas, cada uma se acreditando mais legítima, se especializam em oferecer o bilhete para a vida eterna - que só vai começar quando o coração parar de bater. Assim, meticulosas em “dar certeza da salvação” aos seus convertidos, não se preocupam em ensinar como viver do lado de cá. Com esse modelo, comumente se vê gente segura de que vai para o céu, mas sem saber lidar com os momentos triviais da existência.
...
um pastor que há anos prometia o céu para quem “levantasse a mão para aceitar Jesus”;
...
Sua missão, meu caro Diego, é ajudar às pessoas a tratarem a vida eterna como uma possibilidade para aqui, para a terra. Aliás, a dimensão transcendental da salvação não compete a você; não depende de seus esforços e não acontecerá como resultado de sua confiabilidade ou unção. Salvação, vida eterna, foi conquista da cruz. Ela é obra vicária de Cristo, o mérito será sempre dele.
...
Aborde questões práticas sobre matrimônio, polidez, cordialidade, cidadania, vulnerabilidade, altruísmo, compaixão, preocupação ecológica, dignidade da mulher, educação infantil. Acredito que o cristianismo verdadeiro deveria preocupar-se muito mais com o jeito como as pessoas guiam seus automóveis do que em dar-lhes “garantias” de que vão para o céu.
...
Para Jesus não adianta querer ter tudo (inclusive o céu) se nessa busca nos tornarmos amargos, calculistas e torpes.
..."
quinta-feira, 27 de março de 2008
aristóteles.
10 coisas que eu odeio em você.
E como corta o cabelo
Odeio como dirige o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Ainda mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
voltaire.
segunda-feira, 24 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
misericórdia e graça.
Ricardo Gondim
sexta-feira, 7 de março de 2008
os defeitos e as qualidades.
'Mais compostura! Ó céus! Que piruetas desprezíveis!'
Pois são sempre, nos outros, desprezíveis
as qualidades que nos faltam..."
Mario Quintana.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Soli Deo Gloria.
“No final das suas primeiras partituras, Sebastian Bach escrevia sempre S.D.G., que quer dizer Soli Deo Gloria, ou seja ‘Glória só a Deus’."
amigos.
"Quero ser amigo de quem valorize a lealdade. ...
Quero acreditar em amizades que não se intimidam com censuras, que não retrocedem diante do perigo e que não abandonam na hora do apedrejamento. Amigos não desertam.
Quero ser amigo de quem eu não precise me proteger e que não tenha medo de mim. Não creio em companheirismos repletos de suspeitas. Os grandes amigos são vulneráveis. Conversam sem se policiar, rasgam a alma e sabem que seus segredos jamais serão lançados em rosto ou expostos publicamente.
Quero ser amigo de quem não se melindra facilmente.
Portanto, preciso de amigos que tolerem minhas heresias, minhas hesitações e meus pecados. Busco amizades que agüentem o baque das minhas inadequações; que sejam teimosos.
Quero ser amigo de quem não contenta em re-encaminhar mensagens re-encaminhadas de power-point. Também não gosto de cartões de aniversário com frases prontas e com obviedades.
Acredito que os verdadeiros amigos têm o que repartir e que sentem necessidade de expressar seus sentimentos, suas dúvidas e principalmente seus medos e desesperos. Amizades superficiais são mais danosas para o espírito do que inimizades explícitas.
Quero ser amigo de quem não é muito certinho. Não tolero conviver com quem nunca tropeça nos próprios cadarços, que nunca teve sonho erótico e que mantém a língua sob controle absoluto.
Vez por outra, gosto de relaxar, rir do passado, sonhar maluquices para o futuro e conversar trivialidades. Quero amigos que se deliciem em ouvir uma mesma música duas vezes para perceber a riqueza da letra; de comentar o filme que acabaram de assistir e o último livro que leram; e numa mesma conversa, elogiar e espinafrar políticos, pastores, atores, árbitros de futebol. Como é bom chorar com poesia!
Quero terminar meus dias e poder dizer que, mesmo descrendo das ideologias, dos sistemas econômicos e das instituições religiosas, cri em verdadeiras amizades porque tive bons amigos.
Até porque Deus não só ama, como também nos chamou de amigos. "
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
mediocridade espiritual.
(...)
Com fundamento literário, faça a sua teologia, construa a sua percepção. Leia a Bíblia com os olhos de um cidadão do mundo que percebe as angústias, paradoxos e desesperos da humanidade. Quando estudar os clássicos da teologia, sinta-se com liberdade de questionar os seus pressupostos.
Para não enrijecer dentro de uma dogmática intolerante, coloque a vida, a riqueza da arte e beleza da criatividade no seu estudo. Não permita que a sua teologia fique presa na torre de marfim dos sectários."
Ricardo Gondim.
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sectário = do Lat. sectariu/ adj.relativo a seita; / s. m., partidário obstinado de seita ou de qualquer sistema doutrinário ou político; membro de uma seita.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
maniqueísmo.
As pessoas não são formadas em idéias maniqueístas, embora muitos e muitos assim rotulem. Believe me: as pessoas não SÃO maniqueístas. Como dizíamos nas aulas de português, nós somos "personagens redondos". Não somos sempre uma coisa ou sempre outra. Somos uma coisa E outra. E que lindo!!
Aprendemos desde cedo com as estórias infantis o dualismo Bem versus Mal, em que havia os bandidos e os mocinhos, ou heróis.
Mas essa concepção dualista do mundo é uma forma muito simplista, muito singela de ver tudo o que nele há. Nem tudo é só bom. Nem tudo é só mau. Depende do olhar, do ângulo em que vemos dada coisa, dada situação.
Confesso, muito contrariada dessa verdade, que não sou só mocinha ou heroína. Mas não quero ser só bandida. E vou além... Não sou só isso que você pensa que eu sou. Sou isso e o oposto disso.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
felicidade.
Eduardo Giannetti, em "Felicidade" (Cia das Letras).
bertolt brecht.
Em "Histórias do sr. Keuner", Editora 34, p.24.
sonhos.
Li durante a faculdade algum autor que falava sobre o sonho. Era Michel Foucault ou quem sabe Mikhail Bakhtin. É, acho que era Bakhtin. Não sei ao certo o que ele disse acerca do tema, portanto acho melhor deixar para os que o sabem bem para não falar besteira.
Posso fazê-lo apenas em linhas gerais, senso comum, opiniões. Como há os que digam que é a revelação do inconsciente de forma não ordenada, como o próprio Freud, que considera os sonhos atos falhos, ou seja, aquilo que é proveniente de uma reprimida vontade ou desejo.
E eu achando que fosse ingênua no sonhar. Ou que fosse a própria revelação divina para mim - reles mortal -, como nos tempos do Antigo Testamento. De acordo com esta idéia de ato falho vejo que é a revelação de mim para mim mesma.
E aqueles meus sonhos que se repetem? De objetos e temas iguais, parecidos? Significam algo para mim? Querem dizer alguma coisa com relação a mim? Como lê-los? Como eles podem me ajudar? Ou serem-me úteis?
Achava também que podia controlar o sonho, sim, induzi-lo. Era só ficar pensando antes de dormir na coisa em que gostaria de sonhar, aí a última coisa pensada e repensada seria a que sonharia. E, estando no sonho, já com alguma consciência real de estar sonhando, tentar manipular o sonho de acordo com a minha vontade. Fácil! Se funcionasse sempre... A coisa não é bem assim.
Gostaria sim de poder sonhar o que quisesse. Assim, viveria coisas que não se vivem na vida real. Claro que não tem o gostinho da vida real. Mas seria uma amostrinha. Irreal, mas pelo menos vivido em algum lugar/plano/dimensão pelo menos. Ah sim, há também quem diga que o sonho acontece em uma outra dimensão...
O que é o sonhar? Difícil dizê-lo. Impossível? Talvez.
Nem sempre é fácil sonhar. Às vezes dá medo.
Felizmente tenho tido bons sonhos. Ufa!
Sonho = do Lat. somniu/ s. m./ conjunto de idéias e imagens mais ou menos confusas e disparatadas, que se apresentam ao espírito durante o sono; utopia; ficção; fantasia;
visão; aspiração.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
the beat.
c.s.lewis.
c.s.lewis.
c.s.lewis.
romanos 14:22
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
1 coríntios 6.12
domingo, 27 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
"a vida humana"
E responsável, portanto, ao menos em parte, por aquilo que se tornou. É forjando que alguém se torna forjador. É bebendo que alguém se torna alcoólico. É realizando ações virtuosas que alguém se torna virtuoso."
André Comte-Sponville, p.26.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
ricardo gondim.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
the God delusion.
"Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe - e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso."
escuridão.
vergonha.

"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade."












