sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

o que você é.


"Você é os brinquedos que brincou, é os nervos a flor da pele, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra...

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora...

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é a palavra dita para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda...

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima...

Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia...

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê.
VOCÊ É O QUE NINGUÉM VÊ!"

Martha Medeiros

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

carlos bernardo gonzález pecotche.

"Interessar-se por novos motivos ajuda a viver em permanente juventude".

augusto cury.

"A justiça é forte para os fracos e fraca para os fortes".

Tua doce voz.

“Quero escutar Tua doce voz
Rompendo o silêncio em meu ser
Sei que eu iria estremecer
Iria chorar, talvez rir
E cairia diante de Ti

E não haveria como resistir te escutando falar
Sem chorar como um filho
E passaria o tempo assim
Sem querer nada mais
Nada mais que ouvir-Te falar”

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

a igreja.

"No início, a igreja era um grupo de homens e mulheres centrados no Cristo Vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou até Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa, e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América, e tornou-se business".

Richardson Halverson - capelão do Senado americano.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

meu natal.

"Meu natal tem cor de nostalgia, cheiro de saudade...

...As muitas luzes não me iludem; a avalanche de reclames comerciais torna toda festa vulgar. O natal engasga minha alma com um choro que nunca chega...

...No natal, lamento os lugares vazios na mesa e contemplo os sorrisos nas fotografias de quem já não existe. Tenho medo; em outros natais menos gente virá para a ceia. E isso dói...

...Meu natal é carente de Deus. O Menino-Deus já não está por aqui. Faz tempo que ele se foi. É verdade que deixou seu Espírito, mas eu careço de sua presença concreta. Nada e ninguém o substituem à altura. Ah, como eu desejo tocar em suas vestes e acompanhar o movimento afetuoso de seus lábios. No natal meu espírito clama, Maranata!"

Ricardo Gondim.

fernando pessoa.

"Posso imaginar-me tudo, porque não sou nada. Se fosse alguma coisa, não poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano; o Rei de Inglaterra não o pode fazer, porque o Rei de Inglaterra está privado de ser, em sonhos, outro rei que não o que é. A sua realidade não o deixa sentir."

Em "Livro do Desassossego" - Cia das Letras, p.185.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

a diferença entre confiar e ser ingênuo.

Osho

"A diferença entre confiar e ser ingênuo é vasta, mesmo assim a linha divisória é muito sutil.
Ser ingênuo significa ser ignorante.
Confiar é o ato mais inteligente da existência.

E os sintomas a serem lembrados são:
ambos serão enganados, ambos serão trapaceados, mas a pessoa que é ingênua se sentirá enganada, trapaceada, ficará com raiva, começará a não confiar nas pessoas. Sua ingenuidade, mais cedo ou mais tarde, se torna desconfiança.

E a pessoa que confia também será enganada, trapaceada, mas não vai se sentir lesada. Ela simplesmente sentirá compaixão por aqueles que a enganaram, que a trapacearam, e sua confiança não será perdida.
Sua confiança jamais se transformará em desconfiança para com a humanidade.
Esses são os sintomas.

No princípio, ambos parecem iguais. Mas, no final, a qualidade da ingenuidade se transforma em desconfiança, e a qualidade da confiança continua a se tornar mais confiança, mais compaixão, mais compreensão das fraquezas humanas, da fragilidade humana.

A confiança é tão valiosa que a pessoa está disposta a perder tudo, menos a confiança."

besos.

-Dame besos, dame muchos besos.
- ¿Cuántos?
- No lo sé. Muchos. Pocos desea quien puede contarlos.

Midlake - Young bride

veto à cpmf.

"O governo calculava arrecadar cerca de R$ 40 bilhões em 2008 com o chamado 'imposto do cheque'.
A nova proposta do governo para uso da CPMF previa o aumento de gastos para a saúde em R$ 8 bilhões em 2008.
O plenário do Senado rejeitou nesta quinta-feira, por 45 votos a 34 e nenhuma abstenção, a proposta de prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
A vigência da CPMF termina no dia 31." 13.12.2007

Fonte: Folha Online, disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u354415.shtml

hebreus 4:12.

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

híbridos e transgênicos (de novo).

"Sebastião Pinheiro,
engenheiro agrônomo e florestal, funcionário do Departamento de Educação e Desenvolvimento Social da UFRGS; membro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação em Agricultura e Saúde (GIPAAS); ambientalista da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN).


Mundo Jovem: O que são transgênicos?

Sebastião: O produto transgênico (planta ou animal) é aquele organismo que recebeu, através de técnicas de manipulação genética, uma inserção de um gen de um outro ser. Em laboratório, técnicas muito sofisticadas, tiram um gen de um organismo e passam para outro.

E é por isso que se pode dizer que hoje é possível se passar um gen de um peixe para um mamífero, de um humano para um inseto. Portanto, teremos um ser transgênico quando se tira uma parte de um organismo de um ser e se passa para outro, através de meios artificiais, não naturais.


Mundo Jovem: Como é possível isto?

Sebastião: Todos os seres vivos estão constituídos por uma mesma unidade base, que é o seu DNA: uma minhoca, uma bactéria, uma águia, todos eles têm um DNA. Em todos os seres vivos, este DNA é idêntico, muito similar. Essa unidade básica que se constitui dentro do cromossomo, dentro do núcleo da célula, chama-se gene ou gen. É a partícula hereditária, que dá uma característica que a gente pode reproduzir de geração em geração.

Antigamente, quando um agricultor fazia um casamento de um jumentinho com uma égua, nós sabíamos que ele estava procurando criar, através deste cruzamento raro, um animal novo, que é o burro. E o burro é estéril. Na natureza, as espécies, quando se separam, vão criando mecanismos para evitar este tipo de casamento. Gato e cachorro são mamíferos, mas não podem se cruzar; rato e morcego não se cruzam. Hoje, com o transgênico, esta barreira está sendo rompida, de uma forma extremamente artificial.


Mundo Jovem: E o que é um híbrido?

Sebastião: Na natureza, quando duas espécies se acasalam, cruzam ou casam, ocorre um fenômeno genético. Um pé de milho tem a espiga, que é a parte feminina, e em cima, aquele pendão, que é a parte masculina. Se você pôr uma camisinha gigante em cima deste pendão e não deixar que haja cruzamento, pelo vento, ele vai se autofecundar. Se você plantar aquela sementinha que nasce dali, você vai ver que ela nasce menor, definhando.

Por que primo e prima não podem casar? Por que irmão e irmã não podem casar? Porque há uma possibilidade de combinar genes e nascer um monstro doido, todo aleijado. O híbrido é um casamento organizado entre duas espécies diferentes. Isto não tem nada a ver com transgênico. Transgênico é um mecanismo artificial de se extrair um gen. O transgênico é artificial e o híbrido é natural.

No transgênico, sempre, o filho vai ser parecido, vai transmitir suas características. Os filhos de híbridos, quando podem ter filhos, eles geralmente puxam características de um pai ou de outro, ou uma mistura de ambos.

Quando o agricultor tenta plantar semente de milho híbrido, que ele comprou, plantou e colheu, nasce um pé pequeno, um pé médio, um pé grande, um precoce. É uma bagunça. Ao passo que a semente do híbrido que você compra e planta nasce tudo igual, idêntico.


Mundo Jovem: Quais são as vantagens e desvantagens dos transgênicos?

Sebastião: As vantagens são relativas e as desvantagens são absolutas. Nós temos que nos preocupar com as desvantagens absolutas. Transgênico pode ser perigoso, sim. Nós não sabemos todas as conseqüências. Então, vamos devagar.

Em 1976, na Europa, começaram a alimentar as vacas com lixo, com carcaça de ovelhas mortas. Em meados de 1986, começou a doença da “vaca louca”. Demorou dez anos para se saber que carcaça de ovelha passava para a vaca uma doença perigosa. Só que, em 97, se descobre que a doença da vaca louca passou para humanos.

Passaram 20 anos para chegar no homem. Quando é que nós vamos saber que um transgênico causa mal? Vamos dar um exemplo: um pé de soja tem 27 trilhões de células. Todas as células da soja transgênica têm uma carga de DNA. Nesta carga tem uma série de elementos artificiais colocados. Vamos supor que uma só célula dê errado.

Quanto tempo você precisa para saber se vai ter uma epidemia, uma doença, uma catástrofe, um dano econômico, ambiental? Esta é a preocupação, o problema.
A vantagem é um mercado potencial de 30 bilhões de dólares.


Mundo Jovem: Existe o perigo do monopólio?

Sebastião: Nós temos hoje no Brasil um esquema de produção na agricultura muito fechado. Como é que se produz fumo? O fumo no mundo está na mão de cinco grandes empresas. Aqui no Brasil está na mão de uma grande empresa. O agricultor do fumo não tem liberdade.

O agricultor do futuro, com os transgênicos, será um agricultor em servidão, um tipo de escravidão consentida. Esse agricultor não terá liberdade e nem opção: faz o que a empresa manda. Isso hoje já existe no fumo, na celulose, na laranja paulista, no frango, no suíno. Amanhã, com os transgênicos, será em tudo, até na salsinha, porque vão dominar a semente, o adubo, o crédito, o transporte, tudo.


Mundo Jovem: Qual é o impacto do transgênico sobre a pequena propriedade?

Sebastião: A Monsanto, uma grande empresa do setor, já me deu a resposta: eles dizem que essa tecnologia não é para pequenos. Então, a minha leitura é que o pequeno vai sumir. No RS, por exemplo, teremos 400 mil famílias de agricultores fora da agricultura. Para onde estão levando estas famílias? Para a morte? Isto não é levado em conta pelas empresas que só querem o lucro.

O agrotóxico, dá lucro duas vezes: quando você usa, porque é caríssimo, e quando você trata de uma doença provocada pelo uso do agrotóxico.

Será que um suíço, alemão, sueco, com uma renda de 40 mil dólares, vai comer soja transgênica? Nós vamos ter um problema mais sério: vamos ter um alimento puro, de qualidade, classe A, por um preço alto, e vamos ter um transgênico para a classe Z, dos assalariados. Quem é que vai correr riscos? Vai ser um impacto faxista, sobre os mais pobres. Os europeus não compram transgênicos. Por quê? Porque viveram a experiência da vaca louca.


Mundo Jovem: Que mensagem você daria aos jovens?

Sebastião: Alguns meios de comunicação, para criticar quem questiona os transgênicos, dizem: Cuba tem transgênico, China tem transgênico. Só que o mais importante eles não dizem. Cuba investiu há 10 anos atrás dois milhões de dólares, que é um dinheiro altíssimo para eles, para obter equipes para produzir transgênicos para a saúde, medicamentos.

Quando você pega uma vacina, uma terapia transgênica, é diferente de uma planta. Quando eu tenho uma planta transgênica, ela se multiplica e ela está na natureza. É bem diferente. Eles não criaram plantas, criaram produtos. É bom o jovem saber, ler, se informar, não simplesmente ficar contra. Nós precisamos ter uma sociedade sabendo, não fazendo.

É fundamental que se saiba, que se pense, se crie. Vamos criar uma biotecnologia, transgênicos, se for necessário, para a saúde, magnífico, com toda a precaução. Agora, servir de repasse para mercado, isso não." Mar/2000


FONTE: http://www.mundojovem.com.br/entrevista-03-2000.php

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

dissonância cognitiva.

"Teoria da dissonância cognitiva - talvez pela primeira vez formulada por Festinger, em 1957. Segundo ela, as pessoas tendem a sempre evitar, de algum modo, a exitência de incoerências em sua estrutura de pensamento. Taiz incoerências têm, de qualquer forma, que ser eliminadas e, para tanto, cada indivíduo tende a operar uma série de mecanismos interiores a fim de recobrar alguma coerência, cada vez que ela é quebrada".

Festinger, L. A Theory of Cognitive Dissonance. Evanston, Row, Peterson, 1957.
Em: REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação empresarial, comunicação institucional: conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. 5. ed. São Paulo: Summus, 1986.

cpmf.

"O partido está fechado e decidiu que o melhor para o país e para a economia do país é votar contra o imposto. O governo precisa ter mais responsabiidade com o gasto público". Papaléo Paes (PSDB-AP).

domingo, 9 de dezembro de 2007

max gheringer.

Comentário de Max Gheringer - Rádio CBN.
Falando sobre o mercado de trabalho.

"Existem muitos gurus que sabem dar respostas criativas às grandes questões sobre o mercado de trabalho. Aqui vai um pequeno resumo da entrevista com o famoso Reynold Remhn:

Pergunto: Ainda é possível ser feliz num mundo tão competitivo?

Resposta: Quanto mais conhecimento conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.

Segunda: O profissional do futuro será um individualista?

Resposta: Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá lo a levantar-se.

Terceira: Que conselho o Sr dá aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho?
Resposta: É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.

Quarta: E para os funcionários que tem Chefes centralizadores e perversos?

Resposta: Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.

Última pergunta: O que é exatamente sucesso?

Resposta: É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.

Belas e sábias respostas.

Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Reynold Remhn.

Eu o inventei. Todas as respostas, embora extremamente atuais foram retiradas de um livro escrito há 2.300 anos: o ECLESIASTES, do Velho Testamento.

Mas, se eu digo isso logo no começo, muita gente, talvez, nem tivesse interesse em continuar lendo."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

10 frutos que revelam qualquer um.

Ricardo Gondim

"1. Você será conhecido pelos blogs que recomenda.
2. Você será conhecido pelos "power-points" que re-encaminha.
3. Você será conhecido pelas abreviações de seus textos - "q foi q vc fez?"
4. Você será conhecido pelas consultas que faz no Google.
5. Você será conhecido pelos "uploads" que já fez no Youtube.
6. Você será conhecido pelos comentários que já postou em algum blog.
7. Você será conhecido pelo seu grau de credulidade na internet.
8. Você será conhecido pelas páginas registradas em seu Temporary Internet Files.
9. Você será conhecido pelas "correntes" que já participou, tipo: "Para receber a bênção envie este texto para 10 pessoas".
10. Você será conhecido pelos endereços anônimos que criou para encarnar um espírito de porco."

dizer não aos transgênicos.


Sob promessas de aumento nutricional, melhores colheitas sem agrotóxicos, solução de fome no mundo, pedem-nos para aceitar inúmeros riscos que ainda não conhecemos. Visto que todas as tecnologias possuem riscos, sempre existirão também aqueles que ignoram a ciência e fazem essa troca.


A realidade em relação aos transgênicos, porém, nos mostram que nenhuma promessa é cumprida. Muito pelo contrário, produzem menos, usam mais agrotóxicos, geram novos problema ambientais e de saúde, contribuem para o desemprego, concentram a propriedade de terra, contaminam cultivos essenciais como o milho, aumentam a dependência econômica e são um atentado à soberania dos povos.


Entitulam-se dez centrais razões com base no caso do milho mexicano, mas que são perfeitamente aplicáveis a todo e qualquer tipo de transgênico.



  1. A Engenharia Genética Se Baseia Em Mais Suposições Do Que Conhecimento

  2. Possuem Riscos Para a Saúde

  3. Causam Sérios Impactos no Meio Ambiente

  4. Não Acabam Com a Fome no Mundo, Aumentam

  5. Custam Mais, Rendem Menos, Usam Mais Agrotóxicos

  6. São Um Ataque à Soberania

  7. Privatizam a Vida

  8. Ainda Vão Piorar com Sementes Suicidas e Cultivos Tóxicos

  9. São de Difícil Controle e Monitoramento

  10. Atacam o Coração das Culturas


1. A Engenharia Genética Se Baseia Em Mais Suposições Do Que Conhecimento

Os transgênicos são organismos que receberam material genético alheio, geralmente de outras espécies e por métodos que jamais ocorreriam naturalmente. Estudos recentes em publicações científicas postulam que os dogmas centrais da genética desde a década de 1950 poderiam estar fundamentalmente equivocados. E o problema é que com base nesses mesmos dogmas que milhares de produtos são produzidos, afetando nossos alimentos, medicamentos e biodiversidade.
Durante os processos genéticos modificados pelo homem, diversos efeitos inesperados ocorrem o tempo todo, e ainda assim afirmam que eles são seguros para consumo e utilização. A realidade é pior quando consideramos que esses seres não são inertes e podem reproduzir-se descontroladamente no ambiente.



2. Possuem Riscos Para a Saúde

É muito suspeito vender um produto com propagandas do tipo: “Não há provas de que fazem mal para a saúde”. Encontrar material a respeito é difícil, e justamente porque os geradores destes registros - a indústria de biotecnologia - não está buscando, catalogando e monitorando essas provas sob o pretexto de que elas não existem.
Poucos cientistas independentes como o Dr. Terje Traavik, da Noruega, encontram freqüentemente resultados alarmantes, como o que o fez em 2004 relacionado à alergias em trabalhadores do campo que respiraram pólem de milho transgênico.
Como uma verdadeira Caixa de Pandora, os efeitos imprevisíveis pairam sobre a população enquanto os produtores sabem dos efeitos destes organismos na saúde humana e animal quando, por exemplo, ocorrem recombinações com nossas próprias bactérias ou até mesmo com a incorporação pelos nossos órgãos, como já ocorreu com pulmões, fígado e rins de ratos e coelhos.



3. Causam Sérios Impactos no Meio Ambiente

Quase não existem estudos sobre os impactos dos cultivos no meio ambiente. Porém, isso é tristemente e claramente demonstrado com o milho mexicano que, uma vez que teve a modaliade trasngênica liberada, houve contaminação dos demais cultivos através da polinização, os quais apresentaram deformações pós crescimento. Os incetcidas também podem afetar outras espécies, como é o caso da dizimação da borboleta Monarca pelo milho Bt. Tais riscos multiplicam-se em países de grande biodiversidade como o Brasil.



4. Não Acabam Com a Fome no Mundo, Aumentam

Segundo os produtores de transgênicos, deveríamos aceitar todos os riscos, pois necessitamos de mais alimentos para a crescente população mundial. Desculpa esfarrapada, pois diariamente é produzido o equivalente a 3,500 calorias e 2kg de comida para cada habitante do planeta. Mais do que o suficiente para ter uma população mundial de obesos.
Está claro que a fome não é um problema de dependência tecnológica, mas uma injustiça social provinda da má distribuição de terras e alimentos. O transgênico aumenta esse problema por favorecer os mais ricos.



5. Custam Mais, Rendem Menos, Usam Mais Agrotóxicos

Desde que os Estados Unidos começaram a cultivas transgênicos em 1996, o uso de agrotóxicos aumentou em 23 milhões de quilos.
Os cultivos também rendem menos. O cultivo mais comum - o da soja tolerante a herbicidades (61% do volume de transgênicos no mundo) - produzem de 5 a 10% menos que a soja transgênica.
As sementes transgênicas também são mais caras que as convencionais, o que faz um pequeno aumento provisório na produção não valer a pena pelo gasto extra em sementes. Este fato é fortemente desmentido, pois os agricultores não utilizariam sementes que dessem prejuízos, porém, a maioria dos agricultores não tem escolha por não possuir estrutura para produzir suas próprias sementes, assim como existem poucas opções no mercado, além da dependência comunitária das grandes empresas produtoras de sementes.



6. São Um Ataque à Soberania

Praticamente todos os cultivos transgênicos do mundo estão em mãos de cinco empresas transnacionais. Son Monsanto, Syngenta (Novartis + AstraZeneca), Dupont Bayer (Aventis) e Dow. A Monsanto é responsável pelo controle de mais de 90% das vendas de agrotransgênicos. Estas mesmas empresas controlam a venda de sementes e são as maiores produtoras de agrotóxicos, o que explica a lógica de mercado dos transgênicos gastarem mais agrotóxicos.
Aceitar os transgênicos é atar as mãos dos agricultores, oligopolizar o ramo, e enfraquecer a soberania dos países.



7. Privatizam a Vida

Todos os produtos transgênicos são - como qualquer produto do sistema - patenteados. A maioria em mãos das mesmas empresas que os produzem, o que é um atentado ético por atribuir patentes a seres vivos e também por violar os “Direitos dos Agricultores” reconhecidos pelas Nações Unidas como o direito de todos os agricultores a guardar suas sementes para a próxima safra.
As patentes impedem isso e forçam os agricultores a comprar sementes todo ano, os que não o fazem são deliqüentes. As multinacionais têm iniciado centenas de processos jurídicos a agricultores da América do Norte por “uso indevido de patentes”.



8. Ainda Vão Piorar com Sementes Suicidas e Cultivos Tóxicos

A próxima geração de transgênicos inclue cultivos manipulados para produzir substâncias não comestíveis como plásticos, espermicidas, abortivos, vacinas, etc. Estimam-se 300 experimentos secretos (porém legais) nos Estados Unidos que envolvem transgênicos como substâncias não comestíveis, basicamente o milho.
Entitula-se como boa a produção de medicamentos e vacinas diretamente de plantas, mas o que acontecerá com os mesmos se estes forem incorporados à cadeia alimentar de algum ecossistema? Muito provavelmente estaríamos sendo gradativamente vacinados contra algum tipo de doença involuntariamente, o que é preocupante devido à alergias - comumente apresentadas para com os medicamentos - e ao aumento não monitorado da imunidade do corpo humano, o que contribui muito para a tolerância de vírus e bactérias aos medicamentos.
No México, o plantio de milho transgênico está proibido, porém, desde 2001 têm-se encontrado diversas contaminações por diversos estados de norte a sul do país. O controle destas plantações é extremamente difícil, ainda mais se as próprias instituições públicas responsáveis por tal normalmente são viciadas por politicagem e interesses nos países subdesenvolvidos.
A Secretaria da Agricultura mexicana firmou um acordo com os Estados Unidos e Canadá em 2003 que autoriza 5% de contaminação transgênica em cada carregamento de milho que entra no México.



9. Difícil Controle e Monitoramento

Cedo ou tarde, as plantações transgênicas contaminarão todas as demais e controlará o consumo, seja nos campos ou nos processos industriais. Segundo um informe de fevereiro de 2004 da União de Cientistas dos Estados Unidos, um mínimo de 50% das plantações de milho e soja deste país que não eram transgênicos já estão contaminadas. O jornal New Yok Times de 01/03/04 comenta: “Contaminar as variedades dos cultivos tradicionais é contaminar o reservatório genético das plantas que há tanto tempo têm sido responsáveis pela sobrevivência da espécia humana por grande parte de sua história. (…) O exemplo mais grave é a contaminação de milho no México. A escala que os experimentos têm tomado neste país - e os porenciais efeitos ao meio ambiente, cadeia alimentar e pureza das sementes tradicionais - demanda vigilância de igual escala.”
Para detectar os transgênicos dependemos que a própria empresa que produz as sementes forneçam informações a respeito, o que elas relutam a fazer, o que acarreta em altos custos para as vítimas das contaminações. Portanto, cada contaminação torna a próxima muito mais difícil de ser detectada.



10. Ataca o Coração das Culturas

A contaminação do milho no México, o centro de sua origem, concentra todos os problemas demonstrados até agora, além de ser um ataque violento ao coração das culturas deste país: sua vasta culinária e as mil utilizações do milho, a economia campesina, as bases da autonomia indígena. Com esta guerra biológica contra o milho tradicional, as transnacionais podem apoderar-se e privatizareste tesouro milenar e coletivo dos mesoamericanos, obrigando os agricultores a pagar pelo seu futuro.
As empresas multinacionais produtoras e distribuidoras dos transgênicos - assim como os que favorecem as importações e legalização dos mesmos - assumem uma dívida histórica que os povos do México não se permitirão esquecer. Aldo González, zapoteco de Oaxaca, resume: “..somos herdeiros de uma grande riqueza que não se mede em dinheiro e que agora querem tirar-nos: não é hora de pedir esmolas ao agressor. Cada um dos indígenas e camponeses sabe da contaminação dos transgênicos no nosso milho e decidimos com orgulho: semeamos e semearemos as semetes que nossos ancestrais nos deixaram, e cuidaremos para que nossos filhos e os filhos de seus filhos sigam cultivando. (…) Não permitiremos que matem o nosso milho, nosso milho morrerá quando o sol morrer”.



Silvia Ribeiro, investigadora do Grupo ETC.

Obtido do blog Bioseguridad.



Referências

Wayt Gibbs,W, “The Unseen Genome” en Scientific American, noviembre 2003. Ver también grain, “Blinded by the Gene”, en Seedling, Setiembre 2003, www.grain.org
Ribeiro, Silvia, “Transgénicos, salud y contaminación” en La Jornada, México, 20-03-2004
New Health Dangers of Genetically Modified Food Discovered, Boletín de prensa del Institute for Responsible Technology, citando los estudios de Terje Traavik, del Norwegian Institute for Gene Ecology, Malasia, 24-02-2004
Moore Lappé. F, Collins J y Rosset Peter, World Hunger: 12 Myths, Food First Books, Estados Unidos, Oct. 1998.
Benbrook, Charles, Tiempos problemáticos en medio del éxito comercial de la soja Roundup Ready, Northwest Science and Environmental Policy Center, AgBioTech InfoNet, Technical Paper # 4, Estados Unidos, 2001. http://www.biodiversidadla.org/article/view/997
Grupo etc, etc Communiqué # 82: Oligopolio sa, Nov/Dic 2003, http://www.etcgroup.org/article.asp?newsid=441
Contaminación del maíz en México: mucho más grave. Boletín de prensa colectivo de comunidades indígenas y campesinas de Oaxaca, Puebla, Chihuahua, Veracruz, ceccam, cenami, Grupo etc, casifop, unosjo, ajagi, Oct 2003
Heinemann, Jack A. gm Corn in New Zealand: a case study in detecting purposeful and accidental contamination of food. Ponencia en el seminario científico para delegados al Protocolo Internacional de Cratagena sobre Bioseguridad de la Red del Tercer Mundo y el Institute de Gene Ecology, Malasia, 22-02-2004


* roubado sem autorização de um blog de conteúdo pela boa causa do compartilhamento de informações!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

alguns filmes comerciais dos bons.

  • A vida de David Gale
  • Amor Além da Vida
  • Amélie Poulain
  • Assassinos Por Natureza
  • Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembrança
  • Cidade Dos Anjos
  • Diário de motocicleta
  • Matrix - Trilogia
  • O Óleo de Lorenzo
  • Pulp Fiction
  • Senhor dos Anéis - Trilogia
  • Um Amor Para Recordar

*dos que eu consegui recordar neste momento...

patriotismo e revolta.

Em um papo que nem me lembro exatamente sobre o quê, chegamos ao ponto: “Você não é patriota?”. E a minha indignação quanto à resposta: “Eu deveria ser? Por quê?”. “Hmm, bem, porque, porque sim, você mora no Brasil e deveria valorizar as coisas daqui e....e....”. Okey, não fui convincente. Admito. Na verdade nem bons argumentos eu tinha. Acabei ficando mais do lado do meu colega do que do que estava querendo defender. Afinal, ele me instigou com sua pergunta e me fez refletir: por que mesmo eu tinha que ser patriota? Porque me ensinaram? Isso é pouco para se levar isso adiante sob maiores reflexões, muito pouco...

O Brasil possui muitas riquezas e belezas naturais sim, tem um povo alegre que é bonito de ver e que, mesmo entre trancos e barrancos se valem sempre do chavão “sou brasileiro e não desisto nunca”. Admirar já não é bom? Não é o suficiente? Preciso mesmo ser ufanista? “Deus é brasileiro!”. É preciso tanto? Que audácia! Quanta vaidade e soberba... Exagero estúpido que muitas vezes nos impede de apoiar o desenvolvimento nacional em outras áreas, pois já é um “país bonito por natureza”.

Perdoem-me a falta de fonte, agora que gostaria de encontrar, não consigo achar nem lembrar onde, mas vi relatos de uma pesquisa (dissertação será? Não me lembro bem...) de uma mulher, curitibana, que fez um estudo entre Brasil e Portugal. Sim, os colonizadores! Uma das questões era como os brasileiros eram vistos pelos portugueses. Nada que nos surpreenda muito ou que nunca tenhamos ouvido falar, os homens brasileiros são vistos como malandros (não, não no bom, mas no mau sentido, espertinhos!), que não cumprem com a palavra (sim, isso mesmo, não são confiáveis, não têm esse valor), dentre outros; e a mulher brasileira é vista como “fácil”. Sabe em que sentido né? Aposto que sim. Eu, mulher, fiquei ofendida, claro, mas entendo perfeitamente que eles devem ter suas razões para acharem isso, infelizmente...

Essa é a “boa” imagem que estamos, brasileiros, deixando pelo mundo afora. É, não dá para esconder por muito tempo...uma hora eles iriam perceber...

É preciso reconhecer estes defeitos culturais e de caráter, e outros “probleminhas” brasileiros, dos quais não devemos ter tanto orgulho e tampouco nos remetem a patriotismo algum. Coisa pequena como milhões de desempregados, extrema pobreza e miséria, fome, doenças, berrante desigualdade social, vergonhosa corrupção em nossa política e entre nossos governantes e por aí vai. Por isso é preciso também ser realista.
Além do mais, o patriotismo exacerbado é um dos motivos que está nos levando o mundo todo às ruínas, às guerras...

No entanto, o lado patriota que ainda existe (e muito!) em mim ficou ofendido com a falta do mesmo pelo meu colega, que se dizia simplesmente respeitar e valorizar o Brasil e que, “claro”, torce pelo Brasil em jogos mundiais, especialmente a Copa. Claro que sim, até outros países torcem pelo Brasil na Copa do Mundo... (e lá se vai mais uma de minhas expressões patriotas, que tanto tentei camuflar neste texto...)
Sim, sim, amo o Brasil...mas...é preciso tanto?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

água de beber.

Tom Jobim/Vinicius de Moraes

"Eu quis amar mais tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará
Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abri todas as portas docoração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará
Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração
Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará"

céu.

Where The Streets Have No Name
U2

I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.
I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.
We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).
The city's a flood, and our love turns to rust.
We're beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I'll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.
We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

o que é, o que é?

Gonzaguinha

"Eu fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar, e cantar, e cantar,
A beleza de ser um eterno aprendiz.
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé,
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte,
E a pergunta roda, e a cabeça agita.
Fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
É a vida! É bonita e é bonita!"

jornal de hoje em dia.

Ler jornal é algo capaz de deixar qualquer um desesperançoso, cansado, triste, decepcionado. É algo monótono no sentido de que é sempre igual. “Morreu em acidente de trânsito...”; “Instaurada outra CPI...”; “Criança é assassinada depois de violência sexual”; “BOVESPA fecha em baixa....dólar sobe......dólar cai....” e por aí vai...
O mundo de notícias jornalísticas anda muito em baixa. Em sua maioria são notícias com conteúdo triste. Cadê o otimismo? Os ideais? As boas notícias? Não as bem escritas (dessas necessita-se de mais um pouco também), mas as que expressem coisas boas?

E ainda me obrigam a ver jornal, ou lê-lo, ou ouvi-lo – de preferência todos que for capaz –, do contrário, estou fora das rodas de conversas e das seleções de emprego. Okey, estou sendo muito unilateral, e sei da importância do contato com o jornal...até gosto! Mas continuo dizendo que jornal deveria ter censura e classificação mínima – as crianças deveriam ser proibidas de vê-lo, tal como os idosos...

não sou nada.

Até metade da semana passada estava toda “cheia” de mim. Toda orgulhosa, toda egocêntrica. Na verdade não era nada exacerbado, mas eu estava daquele jeito quando estamos satisfeitos conosco. Mas depois de uma frustração na quarta-feira...

Sabe quando você está meio cansada de ser você? Não? Ah...não saberei explicar. É uma sensação que parte de constatações. Constatações de que você anda ficando mais feia, mais gorda, com mais celulite, mais isso, mais aquilo, menos isso, menos aquilo..., de que você não conseguiu corrigir aquele defeito que todo mundo já te falou e que você odeia, de que você não sabe tudo aquilo que gostaria de saber, de que você anda, anda e não chega muito longe...enfim, constatações de que você não é aquilo que gostaria de ser, que você sonhou e projetou para você.

Um dia talvez você me entenda. E provavelmente eu tenha dessa sensação em diversos momentos na vida...quanto mais velha, pior! São constatações e sensações não muito boas...você continua sendo você*!! Acho que Deus faz isso conosco – baixar nossa bola – para que voltemos a nos lembrar que não somos nada. CONITUAMOS não sendo nada.


* "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" Gal Costa.

henry fonda.

"Amar a humanidade é fácil. Difícil é amar o próximo."